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Lisboa · Portugal

Coanfitrião do seu Airbnb em Lisboa: os hóspedes americanos, respondidos em inglês nativo

Lisboa é o destino americano de Portugal. Respondo-lhes dentro de uma hora, na língua e no tom que esperam — a licença, o anúncio e o dinheiro continuam seus.

Fale-me do seu alojamento

Isto é coanfitrião, não é gestão de alojamento local

Isto é coanfitrião, não é gestão de alojamento local nem gestão de propriedades: respondo aos seus hóspedes — todas as mensagens, a qualquer hora — e falo por mensagem com a sua equipa de limpeza e com o seu técnico quando é preciso coordenar. O registo de AL, os preços, os pagamentos, as chaves e tudo o que seja trabalho físico continuam consigo. Reembolsos, segurança, danos e questões legais chegam-lhe na mesma hora, com uma recomendação. Nunca negoceio o seu preço nem as suas condições, nunca decido se uma reserva avança, nunca recebo pagamentos de hóspedes e nunca trato documentos de identificação de hóspedes. Não anuncio nem promovo o seu alojamento em lado nenhum: a divulgação do anúncio continua a ser sua e do Airbnb. Os hóspedes reservam diretamente consigo através do Airbnb antes de eu enviar qualquer mensagem: não vendo, não reservo nem intermedeio qualquer alojamento, e não sou agência de viagens nem mediador imobiliário.

anos a receber hóspedes
5 anos a receber hóspedes
anos como Superhost
4 anos como Superhost
avaliações de hóspedes
97 avaliações de hóspedes
classificação dos hóspedes
4,9 classificação dos hóspedes

Desde 2021, gere a partir do Porto um alojamento familiar na zona de Denver

A sua licença, o seu anúncio, o seu dinheiro — a conversa com os hóspedes fica comigo

Anda à procura de gestão de alojamento local em Lisboa? O que eu faço é mais estreito, e é a parte que decide a avaliação: os hóspedes, e quem lhes responde em inglês à hora a que eles escrevem.

Chamo-me Nick Biggs, sou americano e vivo no Porto. Sou coanfitrião no Airbnb de proprietários pela Europa fora e, em Lisboa, o problema tem sotaque.

Quem reserva em Lisboa

Em 2024, os Estados Unidos foram o maior mercado estrangeiro da Grande Lisboa, com 15,9 % das dormidas de não residentes em alojamento turístico da região. Espanha ficou em segundo e o Reino Unido em terceiro, e os três juntos somaram 32,7 %, a menor concentração de qualquer região portuguesa. Os não residentes foram 81,6 % de todas as dormidas da região nesse ano.

E há um número que diz tudo sobre o peso do inglês por aqui: 49,5 % de todas as dormidas americanas registadas em Portugal aconteceram na Grande Lisboa.

Uma nota de método: são dormidas em alojamento turístico contadas pelo INE — hotelaria, turismo rural e apenas o alojamento local com dez ou mais camas — e não “hóspedes do Airbnb”. O seu apartamento é capaz de nem estar no universo da série; o que ela prova é em que língua a região escreve.

E Lisboa quase não tem época baixa. A taxa de sazonalidade da Grande Lisboa foi de 30,0 % em 2024, a segunda mais baixa do país, e a quota de não residentes nas dormidas mensais nunca desceu abaixo de 74,7 %, chegando a 84,1 % em setembro. Uma caixa de entrada em inglês, doze meses por ano.

Do lado da oferta, o concelho de Lisboa tinha 11 865 estabelecimentos de alojamento local registados, o maior número de qualquer concelho português. São registos, não alojamentos em exploração — há entradas que ninguém chegou a cancelar. E Lisboa limita novos registos consoante a freguesia, com classificações que vão sendo revistas, por isso quem esteja a pensar registar deve confirmar na câmara qual é a classificação em vigor naquele momento.

O que faço — e o que continua a ser seu

Respondo aos seus hóspedes: pedidos de informação, mensagens antes e durante a estadia, resposta a cada avaliação, e a coordenação por mensagem com a sua equipa de limpeza e com quem guarda as chaves.

Faço-o dentro de uma hora, a qualquer hora do dia ou da noite; de madrugada isso pode ser uma primeira resposta a dizer que já estou a tratar do assunto, com a resposta completa logo pela manhã. Em Lisboa isto não é um detalhe: as duas da manhã aqui são a hora do jantar em Nova Iorque, e é a essa hora que chega a pergunta que decide a reserva.

Continua a ser seu: o anúncio e o calendário, os preços, os pagamentos, o registo no Registo Nacional de Alojamento Local, o seguro de responsabilidade civil obrigatório, a placa, o livro de reclamações, o boletim de alojamento dos hóspedes estrangeiros, os inquéritos do INE e os impostos. A comunicação dos hóspedes estrangeiros à UCFE, pelo SIBA ou em papel, é obrigação da entidade exploradora e eu não lhe toco.

A sua licença, o seu anúncio, o seu dinheiro — a conversa com os hóspedes fica comigo.

As perguntas que se repetem em Lisboa

Isto é a minha leitura, não é um estudo: pelo desenho da cidade e pelo tipo de prédio, as perguntas que provavelmente enchem a sua caixa são o caminho do aeroporto até à porta e se vale a pena metro ou táxi com malas; quantos degraus há e se existe elevador, porque em Alfama, na Graça e no Bairro Alto muitas vezes não existe; onde estacionar, e se sequer devem alugar carro; se há ar condicionado e aquecimento; e quanto barulho faz a rua à noite.

A primeira mensagem é quase sempre sobre a chegada: caixa de chaves, janela horária, quem abre a porta. Respondida bem, tira metade das outras do caminho — e é por isso que escrevo o guia de pré-chegada antes de ele fazer falta.

Porque sou eu a responder

Tenho o meu próprio alojamento de curta duração há cinco anos, com estatuto de Superhost durante quatro deles, 97 avaliações de hóspedes e uma classificação global de 4,9. Mudei-me para Portugal em 2021 e desde então giro-o à distância — sei o que uma família americana quer mesmo saber, e o que custa responder-lhe de outro fuso horário.

Adicionar-me é o mecanismo normal do Airbnb — o titular acrescenta um coanfitrião ao seu anúncio e mantém o anúncio, o calendário e o pagamento.

Diga-me onde fica o apartamento e quem o reserva hoje, e digo-lhe se isto lhe serve.

É bom saber

O que muda na minha conta do Airbnb?
Adiciona-me como coanfitrião ao anúncio que já tem, com permissão para falar com os hóspedes. O anúncio continua no seu nome, o calendário continua seu e o pagamento entra na sua conta. Se quiser terminar, retira a permissão e fica tudo como estava.
Isto obriga-me a mexer no registo de Alojamento Local?
Não. O registo é do titular da exploração e assim se mantém — nada nesta forma de trabalhar transfere para mim uma licença, um número ou uma obrigação de comunicação às autoridades. Se tiver dúvidas sobre a sua situação concreta, isso é conversa para um advogado, não para mim.
Substitui a minha equipa de limpeza ou o meu porteiro?
Não. Em Lisboa, quem entrega as chaves e conhece o prédio vale ouro e não se troca. Falo com essa pessoa por mensagem para acertar chegadas tardias, saídas e reparações, e é só isso que faço do lado de cá.
E se um hóspede pedir um reembolso?
Vai ter consigo. Escrevo-lhe na mesma hora com o que aconteceu, o que o hóspede pediu e o que eu faria, e espero pela sua decisão antes de responder. Reembolsos, danos e segurança não são meus para decidir.
Fala português?
Com os seus hóspedes respondo em inglês, que é a razão de me contratar, e quando um hóspede escreve noutra língua respondo na língua dele, redigindo com apoio e relendo antes de enviar. Consigo, entendemo-nos por escrito em português: vivo em Portugal e leio português sem dificuldade. A falar, prefiro inglês, e prefiro dizê-lo à partida.
O meu apartamento é em Lisboa mas eu não vivo cá. Funciona?
Funciona, e é o caso mais frequente. O que o alojamento precisa em Lisboa é de alguém que responda depressa e de alguém que abra a porta — a segunda pessoa é sua e local, a primeira posso ser eu, de onde quer que o hóspede escreva.
Quanto custa?
Não publico tabelas. Um estúdio com estadias de duas noites e um T3 para famílias não geram o mesmo volume de mensagens, por isso faço um orçamento por alojamento depois de ver o anúncio e de perceber quem reserva hoje. Sem compromisso.

Fale-me do seu alojamento

Bastam alguns dados para começarmos. Leio todas as mensagens e respondo com o que faria de facto no seu anúncio — sem compromisso e sem apresentação comercial.

Onde está anunciado?

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